sábado, 16 de abril de 2016

Imagem



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Tudo o que é visível é talhado no que é tangível

Separar visível de visual

Como lidar e formar imagem a partir do que não é tangível?

Ressignificar os códigos, as infinitas possibilidades de reação.

A identificação está na dificuldade, nas lacunas, algo pra além do que está visível. O interessante é esse trabalho, é esse trabalho a mais.

No jogo da dialética, a alternância de poder é trocada o tempo todo. Estar e não estar. A criança joga e não sabe se o carretel volta. Isso nos ajuda a entender a ideia de que o objeto também nos olha. Poder de alteração, de mutabilidade.

Dilema: ou uma coisa ou outra

Dialética: ampliar esse questionamento

Capacidade de ressignificar.

A figura do cubo expõe esse contratempo, controverso, complexo de tão simples.
É inegavelmente um cubo, mas ao mesmo tempo é camaleônico, pode ser tudo. Os minimalistas todos experimentam  com vontade a figura do cubo e sua complexidade. 

Ontológico: visão rasa, o que é é o que é 

Epistemológico: olhar além, nosso meio influencia o olhar

Estamos sempre em reação à alguma coisa

O visual fere a certeza do que é visível

Prestar atenção em lugares na cidade e perceber o que nos chama atenção, pra onde olhamos, pra onde escolhemos não olhar. 

Pensar os sentidos em relação à memória, um bom começo para a investigação. 

O que mais belo você já fez na sua vida???

O que mais belo você já fez na sua vida???

O processo mais importante é o percurso, não o resultado. 

Potência sutil.

Como? O que quero gerar? O que posso? Como? Onde? Através de que situação?

Quando lembramos de uma sensação, não nos vem a memória daquilo. O que nos vem é a ressignificação da sensação da época.

Campo da razão 

Campo da sensibilidade, histeria

A interpretação do sentido 

Através do corpo convulsionado a partir da convivência transferencional.

Vivemos de acordo com as convenções. Partimos dessas convenções. 

Sujeito assujeitado.

Pensar é uma arte.

O pensamento sem corpo é o pensamento de repetição.

A criação te deixa aberto, estado de criação a partir do caos.

Limiar entre o caos e o macro. Senso comum. O desejo de criação.

Acessar o corpo é abrir caminhos pra essas possibilidades.

Esvaziamento da potência de vida.

É no encontro com o outro que eu posso acessar um campo de memória representada.

Significado. Significante.

Campo de representação.

Apresentação não é representação. É um corpo atravessado pela força, pelo acontecimento.

A gente tem toda a potencialidade do universo dentro da gente. 

O que faz o saber do corpo são essas possibilidades de ser afetado. Acordar esse lugar adormecido dentro de você.

A arte nos faz agrupar, nos faz conviver com a diferença.

Viver o coletivo.

Surgimento do sujeito.

Atualizar memória.

Moral. Ética.

Penso, logo existo.

Pensamento da representação. 

Sujeitos treinados pelo modelo de repetição. Moldes ortopédicos. Moldando a alma através da culpa. O corpo foi silenciado.

Tratar sintoma. Tudo no inconsciente.

Ativar o campo informe. Campo simbólico.

Problema da psicanálise: ficar amarrado à estrutura antiga.

Loucos do valão.

Sintoma é uma memória corporal do inconsciente. 

Trauma é quando você reconecta a memória corporal de alguma situação e não consegue sair.

O fascismo vem da encarceração dos corpos.

Não deixar que a regra interfira na vida.

Temporalidade do sintoma.

Significância do sintoma.

Qual o sentido do sintoma se ele não tem sentido? 

A gente tem que liberar os modos de existir.

A arte tá aí pra isso: acessar os campos não colonizados.

Campo. Hipocampo. Memória emocional.

Memória narrativa. Ponta do iceberg.

Tudo é memória. Dobra. Luz. Escuro.

Iluminar o que não se conhece. Memória subterrânea.

Outro corpo. Revelar o que não se conhece. Revelar o que se conhece. 

Somos feitos do que não sabemos.

(anotações de Julia)


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