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Tudo o que é visível é talhado no que é tangível
Separar visível de visual
Como lidar e formar imagem a partir do que não é tangível?
Ressignificar os códigos, as infinitas possibilidades de reação.
A identificação está na dificuldade, nas lacunas, algo pra além do que está visível. O interessante é esse trabalho, é esse trabalho a mais.
No jogo da dialética, a alternância de poder é trocada o tempo todo. Estar e não estar. A criança joga e não sabe se o carretel volta. Isso nos ajuda a entender a ideia de que o objeto também nos olha. Poder de alteração, de mutabilidade.
Dilema: ou uma coisa ou outra
Dialética: ampliar esse questionamento
Capacidade de ressignificar.
A figura do cubo expõe esse contratempo, controverso, complexo de tão simples.
É inegavelmente um cubo, mas ao mesmo tempo é camaleônico, pode ser tudo. Os minimalistas todos experimentam com vontade a figura do cubo e sua complexidade.
Ontológico: visão rasa, o que é é o que é
Epistemológico: olhar além, nosso meio influencia o olhar
Estamos sempre em reação à alguma coisa
O visual fere a certeza do que é visível
Prestar atenção em lugares na cidade e perceber o que nos chama atenção, pra onde olhamos, pra onde escolhemos não olhar.
Pensar os sentidos em relação à memória, um bom começo para a investigação.
O que mais belo você já fez na sua vida???
O que mais belo você já fez na sua vida???
O processo mais importante é o percurso, não o resultado.
Potência sutil.
Como? O que quero gerar? O que posso? Como? Onde? Através de que situação?
Quando lembramos de uma sensação, não nos vem a memória daquilo. O que nos vem é a ressignificação da sensação da época.
Campo da razão
Campo da sensibilidade, histeria
A interpretação do sentido
Através do corpo convulsionado a partir da convivência transferencional.
Vivemos de acordo com as convenções. Partimos dessas convenções.
Sujeito assujeitado.
Pensar é uma arte.
O pensamento sem corpo é o pensamento de repetição.
A criação te deixa aberto, estado de criação a partir do caos.
Limiar entre o caos e o macro. Senso comum. O desejo de criação.
Acessar o corpo é abrir caminhos pra essas possibilidades.
Esvaziamento da potência de vida.
É no encontro com o outro que eu posso acessar um campo de memória representada.
Significado. Significante.
Campo de representação.
Apresentação não é representação. É um corpo atravessado pela força, pelo acontecimento.
A gente tem toda a potencialidade do universo dentro da gente.
O que faz o saber do corpo são essas possibilidades de ser afetado. Acordar esse lugar adormecido dentro de você.
A arte nos faz agrupar, nos faz conviver com a diferença.
Viver o coletivo.
Surgimento do sujeito.
Atualizar memória.
Moral. Ética.
Penso, logo existo.
Pensamento da representação.
Sujeitos treinados pelo modelo de repetição. Moldes ortopédicos. Moldando a alma através da culpa. O corpo foi silenciado.
Tratar sintoma. Tudo no inconsciente.
Ativar o campo informe. Campo simbólico.
Problema da psicanálise: ficar amarrado à estrutura antiga.
Loucos do valão.
Sintoma é uma memória corporal do inconsciente.
Trauma é quando você reconecta a memória corporal de alguma situação e não consegue sair.
O fascismo vem da encarceração dos corpos.
Não deixar que a regra interfira na vida.
Temporalidade do sintoma.
Significância do sintoma.
Qual o sentido do sintoma se ele não tem sentido?
A gente tem que liberar os modos de existir.
A arte tá aí pra isso: acessar os campos não colonizados.
Campo. Hipocampo. Memória emocional.
Memória narrativa. Ponta do iceberg.
Tudo é memória. Dobra. Luz. Escuro.
Iluminar o que não se conhece. Memória subterrânea.
Outro corpo. Revelar o que não se conhece. Revelar o que se conhece.
Somos feitos do que não sabemos.
(anotações de Julia)
(anotações de Julia)

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